quinta-feira, 23 de julho de 2015

The best place to live in

A long time ago, she had believed some places were better to live at than others. Some places have more resources, you may argue, to agree with her first supposition. But that hardly has to do with the place in itself, more likely with who’s ruling it. The lack of resources that can be found in one place doesn’t determine that its population will not have those resources, not in our global economy. The lack of money to buy them from somewhere does. You see, its not really about the place, there’s so much more to it.
         But different places have different weather, you might say, still agreeing. And that is a fact. The dry, melancholic wind that blows on the trees during the Brazilian winter is absolutely different from the hot breath that comes in a Sudanese summer, and all the other seasons in both countries have their particularities as well. But the weather in itself doesn’t make one place better and other worse. What decides the “betterness” is nothing but the taste of the client: if you enjoy cold, a mild European summer with full blow snow on winter may fit you. If you hate snow and feels depressed every time the thermometer drops, a tropical country may be a better option for you.
         In fact, no comparison that involves the terms “better” or “worse” is reliable, since we who make comparisons are people, and people prioritize different aspects when comparing. The machines that make comparisons were also programmed by people to prioritize certain aspects, and as its programmers, will hardly ever see the full picture. Humans have great trouble looking at things constantly from multiple perspectives. It is an art to learn during a lifetime.
         Anyway, she had once believed some places were better to live at then others. She had dropped that supposition along the way, coincidentally when her list of countries know had overcome the amount of fingers in one hand. By then she had realized what   makes a place incredible is not only the weather, or the touristic places. It is mostly the little things. It is the person that greets you every time you get into the supermarket. It is the canteen server that smiles at you every meal, and worries if you don’t show up. It is the way flowers grown on sidewalk cracks. The species, color and smell of these flowers. Their texture. It is the presence or the absence of bees. It is the way snow melts slowly and is transformed into rainy drops dipping the street when it’s sunny. It is the birds that you have finally trained to come by your window, by tirelessly leaving pieces of bread outside.
         A place is more than the view. Growing accustomed to a place is to be able to walk without taking your eyes off the ground, because the way the stones are set, and that particular patch of concrete, and those specific bushes on the sides are so familiar that you could be guided by them only, and not get lost. The beauty of a place resides in the way it surprises you every once in a while, and at the same time it feels like home in the way it’s unchangeable. Loving a place is, when coming back to it, feeling your heart flooded of a warm nice soapy feeling, something like the smell of a favorite soup flavor in a wet winter’s night. It is to smell that soup’s scent in your soul, and feel comfortable just with the idea of resting your bones in your old known bed.
         Loving a place is also – and sometimes, mostly - loving its people. Knowing you’ll miss them so deeply if they aren’t there. Sometimes loving a place involves loving people that are associated with it, but no longer there. Faces stained in your memory. Perfumes and finger shapes and the texture of their skin, the way the sun reflected on their eyes when they sat in that bench over there. Loving a place can be about what happened there, or what you wish would happen. It can be about memories and dreams. It can be about the sweetness of routine, and the bitter flavor of leaving old, safe smiles for new ones you still don’t know if you’ll get.

         When her passport carried stamps from more countries than one hand could count, she realized all of that. And she suddenly knew that no place is better than other. That there is no best, and no worst. There is only you, and your way of looking, and the space you allow in your heart for that place to spread its roots. The amount of room you have for new people to curl up in. The amount of tea leaves in your cupboard to share mugs and stories. 

She realized there is no better place: there is only a better you, that will find beauty in every place. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Nunca namore uma garota que viaja




Ela é aquela menina que tem  cabelo bagunçado, descuidado e queimado de sol. Sua pele agora está longe daquele tom pálido que costumava ter. Não chega nem a ser bronzeada. É queimada mesmo, com várias marcas de sol, cicatrizes e picadas por toda parte. Mas para cada marca em sua pele, ela tem uma história interessante para contar.
Nunca namore uma garota que viaja. Ela é difícil de agradar. O tradicional jantar e cineminha não vai funcionar com esse tipo de garota. Sua alma clama por novas experiências e aventuras. Ela nunca se impressionará com seu novo carro ou com seu relógio caro. Ela preferiria estar escalando uma montanha ou saltando de paraquedas do que ficar ouvindo você falar essas coisas chatas.
Nunca namore uma garota que viaja. Ela vai ficar te enchendo para fazer uma reserva toda vez que rolar alguma promoção de passagem aérea. Ela não vai querer ir aos bares da moda e ela nunca vai pagar mais de R$100,00 para entrar em algum  lugar. Porque ela sabe que um fim de semana na balada equivale a uma semana em algum lugar bem mais interessante.
Muito provavelmente ela não conseguirá manter um emprego fixo. Ou provavelmente ela vá ficar o tempo todo sonhando em pedir demissão. Ela não está disposta a ficar ralando para realizar o sonho de outra pessoa. Ela tem seus próprios e está trabalhando para realiza-los. Ela é freelancer. Ela faz dinheiro com seus desenhos, textos, fotografia ou outra coisa que exija criatividade e imaginação. E não ouse desperdiçar o tempo dela reclamando do seu emprego chato.
Nunca namore uma garota que viaja. Ela deve ter desencanado de seguir a carreira na qual se formou e mudou completamente de profissão. Agora ela deve ser instrutora de mergulho ou professora de yoga. Ela nem deve saber quando vai receber o próximo contra-queche. Mas ela não trabalha o dia inteiro feito um robô. Ela se joga e recebe o que a vida tem a oferecer e ainda te desafia a fazer igual.
Nunca namore uma garota que viaja porque ela escolheu uma vida de incertezas. Ela não tem planos e nem endereço fixo. Ela deixa a vida a levar e segue os desejos de seu coração. Ela dança na batida da sua própria música. Ela não usa relógio, seus dias são regidos pelo sol e pela lua. Quando as ondas chamam, a vida pára e ela fica alheia a tudo naquele instante. Mas ela também aprendeu que a vida não é só surf.
Nunca namore uma garota que viaja porque ela costuma dizer o que pensa. Ela nunca se esforçará para impressionar os seus pais ou seus amigos. Ela sabe respeitar os outros, mas não vai ter medo de debater sobre assuntos mundiais ou responsabilidade social.
Ela nunca vai precisar de você, ela sabe armar uma barraca e colocar as quilhas na prancha sozinha. Ela cozinha e não precisa que você pague suas refeições. Ela é independente demais e não vai estar nem aí se você for viajar com ela ou não. Ela vai esquecer de avisar você quando chegar ao destino, ela está muito ocupada vivendo o presente. Ela fala com estranhos, ela vai encontrar um monte de pessoas interessantes do mundo todo que pensam como ela e dividem os mesmo sonhos e paixões. Ela vai ficar de saco cheio de você.
Sendo assim, nunca namore uma garota que viaja a não ser que você consiga acompanhá-la. E caso você, sem querer, se apaixone por uma, não ouse prendê-la… Deixe a ir.
Por Adi, via Love The Search

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Veneza da África


Também conhecida como Veneza da África, Ganvie, no Benim, é uma aldeia de pescadores no Lago Nokoué. Com cerca de 20 mil habitantes, é uma das maiores do tipo gênero na África.




Fotografias de Dan Kitwood/Getty Images

Uma curiosidade: O vodu (ou voodo, em inglês) é a religião seguida pela maioria do população no Benin e considerada a religião oficial, com o Festival de Vodu como um importante evento anual.

Praticantes vestidos como espíritos.

Enquanto isso no Brasil



Enquanto isso... em algum lugar na Amazônia, ume menina se diverte com as folhas da Vitória Régia.


Foto antiga do National Geographic

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ilhas Salomão

Terceiro País: Ilhas Salomão



Sim, elas são um país. As Ilhas Salomão estão na Melanésia, nome de uma região da Oceania, próxima à Austrália.
Reza a lenda que os habitantes das ilhas derrubam árvores de um jeito curioso. Não há provas concretas disso, mas a mesma história é citada em filmes e no livro "Tudo que eu devia saber na vida aprendi no jardim-de-infância", de Robert Fulghum. Aí segue a história, uma das muitas maneiras em que achei:

"Nas Ilhas de Salomão, no Pacífico Sul, os nativos descobriram um estranho método de derrubar árvores. Se houver um tronco suficientemente grosso para cortar com um machado, cortam-no aos gritos.
Lenhadores dotados de poderes misteriosos sobem de manhãzinha a uma árvore e, de repente, põem-se aos berros. E com a ajuda da comunidade, continuam a fazê-lo durante trinta dias consecutivos.
A árvore morre e acaba por cair por terra.
A explicação, dizem eles é que, com tamanha gritaria matam o espírito da árvore. Garantem que o método nunca falha."


Lá acontece uma variação genética interessante: cerca de 10% da população é naturalmente loira, mesmo com a pele escura.



Derrubando ou não as árvores com gritos, dá pra ver que os salomonenses (um dos três gentílicos possíveis para quem nasce lá) sabem aproveitar a utilidade delas. Que o digam essas crianças da vila Nangali:



Registo de Marcus Crook.

Enquanto isso em algum lugar

O sol se põe no hemisfério Norte para nascer no hemisfério Sul. Em constante troca de sóis, de luas e de dias, vivemos num mundo dual e belo, em que os instantes acontecem, fugazes, ao mesmo tempo em locais diferentes.
A enorme riqueza das coisas que acontecem sem que as vejamos é o que quero retratar aqui.

Enquanto isso... em algum lugar do Salar de Uyuni, Bolívia, a maior planície salgada do mundo. 


Registro de Olivier Follmi.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Outra Língua

A menina chega com as malas e três mil perguntas. Cabelos castanhos presos, olhos brilhantes e fome de novidades no coração - embora um tanto de medo, também. E uma coisa quente e feliz que ela chama às vezes de fé, às vezes de confiança, com a qual ela conta para ajudar nos momentos de necessidade.
O garoto estava deitado na cama, mas se levantou com a chegada dela. Ela arrisca um sorriso tímido. Ele até que corresponde.
_Olá!
_Bonjour!
Ops, um francês. Não deve ser tão difícil assim, afinal. As línguas tem a mesma origem, não é?
_Comment ça va?
_Hm, eu, é, eu sou a Ana
_Anna? Oui! Je suis Marcel, suis française, et vous?
_Eu, ah.
Ela engole em seco. Talvez seja difícil sim. Essa última frase ele disse muito rápido.
_Marcel, certo?
_Marcel, oui. Vous êtes américaine? Non, non, votre langue. Je ne sais pas...
Certo, agora parece mesmo desconfortável. Ela suspira, e olha para os próprios pés.
_Voulez que je t'aide?
Ele se aproxima e pega as malas. Coloca as menores empilhadas na cama vaga (no caso, a dela) posiciona a de rodinhas num local de modo a não atrapalhar a passagem. Com um gesto, convida-a a se sentar. Ela aceita. Sinceramente agradecida, sorri. Ele sorri de volta.
Ele se senta ao lado e, tocando o ombro dela, diz:
_Bienvenue.
Isso, ela entende. E também entende, só pelo jeito, que aquele pode ser um grande amigo.
Há coisas que não precisam ser ditas...